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Apelo
Data: 28/01/2017
Créditos:
Título: Apelo
Autor: Oli Prestes
Voz: Oli Prestes
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original (Oli de Siqueira Prestes). Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.

A P E L O

Senhor, criador dos céus e da terra,
Aqui estou na tua presença, de joelhos,
Venho fazer a minha súplica,
Concede-me os meus anelos.

Senhor, na tua presença, estou certo,
Nem um justo se achará;
Venho, não fiado em mim mesmo,
Confiado em Jesus, Te suplicar.

Elevo a ti os meus pensamentos,
E ainda estendo as minhas mãos;
Inclina-me os Teus ouvidos,
Chegue a Ti a minha oração.

A quem tenho eu no céu além de Ti?
Não há outro que eu conheça;
Intercede tu junto ao Pai por mim,
Para que eu, nesse pesar, não pereça.

Estou como só, me abandonaram todos;
Um a um, duvidaram, se foram;
São uns coitados, tolos;
Parece que nunca te conheceram.

E eu, com grande dificuldade,
Tenho permanecido esperando,
Nem sempre com longanimidade,
Vou assim escapando.

Acaso cessaram as tuas bênçãos?
Ou estão as tuas mãos encolhidas?
Há prazo para que minha oração
Atendas com os meus pedidos?

A esperança demorada o coração enfraquece,
E o desejo cumprido é árvore de vida;
Se ouves minha oração e meus pedidos não esqueces,
Dá que meus adversários sejam todos confundidos.

Testemunhas falsas contra mim se levantaram;
Depuseram coisas que eu nem cogitava;
Por um tribunal vil fui julgado;
Assentaram no veredicto o nome de quem ausente estava.

Para dar aparência de justiça,
Justificando todos seus atos;
Reiterando suas estultícias,
Parecendo justo os seus libelos.

Sei que determinaste um tempo
Para julgar com justiça;
Para comigo não emudeças,
Para que não prevaleça o ímpio.

Até os príncipes abonaram o resultado,
Julgando, sem inquirir, se tudo era verdade;
Não houve um com o Santo Espírito,
Que discernindo, se opusesse e levantasse.

Igual ao Teu filho, nosso Mestre,
Quando diante do sinédrio
Compareceu, para que se cumprisse,
E sem razão foi condenado.

O oleiro pelo caco maltratado;
Feriu este a mão que o formou;
O ancião sendo vilipendiado
Por aquele de quem era Senhor!

É com dificuldade que o justo é salvo,
Teu filho, ainda que justo, isso tudo sofreu,
Não sendo eu melhor, mas menor servo,
Espero vencer como ele venceu.

Concede-me esse desejo,
Operando todo o teu querer;
E ainda que eu também seja caco,
Tu podes me refazer.

Peço-te em nome dele,
Por quem temos acesso a Ti;
Esse nome que é o mais belo,
E no qual eu me firmo aqui.
Enviado por oliprest em 29/03/2015

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