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Estranho amor
Data: 23/05/2017
Créditos:
Título: Estranho amor
Autor: Oli Prestes
Voz: Estranho amor
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original (Oli de Siqueira Prestes). Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.

Estranho amor
Dizes: te amo, mas o hostilizas
És dura com quem dormes
Maltratas a quem beijas
E xingas a quem te socorre

Só demonstras impaciência
Nada suportas nem sofres
Oh, quanta intransigência
Matas e não sabes que morres

Beijas o cão, mas a ele magoas
Tens cuidados e solicitude
Cuidas do chão da tua casa
Mas, coitada, só negritude

Tens higiene excessiva
Lavas as mãos a toda hora
Tomas banho todo dia
Te perfumas e te empoas

Tua roupa íntima é alva
Tuas unhas são polidas
E, se voltas da rua, te lavas
Mas te acabrunhas à toa

Desviaste o teu o olhar
Da tua carne que mendiga
Que te diz: dá
E que não tem primazia

Ao nu não vestiste
Nem ao faminto deste pão
Parece até que não viste
Não se te pesou o coração

Mas cuidas das flores
E afagas o teu cão
Dedicas-lhes amores
Estendes-lhes a mão

E a tua luz não brilhou
Como a luz do meio-dia
A tua cura, assim, tardou
Não se te deu o que querias

Cevaste em tempo de matança
Ao pobre mataste
O que te virá sem tardança
Essa será a tua sorte.
Enviado por oliprest em 10/06/2007

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