


Vou divagar sobre a vida e a vivência
vou divagar sobre as coisas simples e a inocência
Quisera ser poeta, e isso faria com ciência
A vida é bela, mas a inocência, ah, quem dera…
Pois desde que a primeira mulher cobiçou, foi-se a decência
Não de pronto; digo, imediatamente
mas, aos poucos germinou aquela semente
Hoje nem os adões nem as evas são ingênuos, é tudo maledicência
Alguns poucos a possuem, mas por ingenuidade do que por inocência
Esta geração é a última, já alcançou o ápice da ciência
depois de tudo o que conquistou entrou em decadência
Então é melhor ir devagar no divagar sobre a existência.