O presente do governador
As autoridades são dignas de dádivas. O povo gosta de honrar os seus governantes. E os que Deus colocou como maiorais dentre o povo para governá-los, também são dignos de presentes? Vejamos.
Segundo se depreende dos muitos textos bíblicos sobre contribuições para os líderes do povo escolhido como povo de Deus, estes, como maiorais dentre todos, são beneficiados por eles.
Também o sacerdote e os levitas recebiam as porções determinadas por Deus para eles. Entretanto, como representantes superiores, eles recebiam as ofertas destinadas a Deus. Assim, as ofertas específicas determinadas por Deus, além dos dízimos, eram entregues para os levitas e sacerdotes. Veja;
“A esse lugar fareis chegar os vossos holocaustos, e os vossos sacrifícios, e os vossos dízimos, e a oferta das vossas mãos, e as ofertas votivas, e as ofertas voluntárias, e os primogênitos das vossas vacas e das vossas ovelhas. Não procedereis em nada segundo estamos fazendo aqui, cada qual tudo o que bem parece aos seus olhos,” Deuteronômio 12:6 e 8.
Também as oferendas pela culpa ou pecado e as ofertas pacíficas também eram levadas aos levitas e sacerdotes. Entretanto, elas deviam ser do melhor.
Desde a Páscoa, a primeira comemoração estabelecida por Deus para o seu povo, o Cordeiro que devia ser imolado devia ser sem defeitos e manchas. Pois ele representava Jesus, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.
Entretanto, na sequência, o povo se corrompeu no modo de ofertar a Deus, o que levou Deus a denunciar isso, veja.
Quando trazeis animal cego para o sacrificardes, não é isso mal? E, quando trazeis o coxo ou o enfermo, não é isso mal? Ora, apresenta-o ao teu governador; acaso, terá ele agrado em ti e te será favorável? — diz o Senhor dos Exércitos. Agora, pois, suplicai o favor de Deus, que nos conceda a sua graça; mas, com tais ofertas nas vossas mãos, aceitará ele a vossa pessoa? — diz o Senhor dos Exércitos. Malaquias 1:8 e 9.
Como vimos, Deus não aceita se não for o melhor das mãos de ninguém. Se o governador não se agradaria de uma dádiva ofertada com dolo, quanto mais o Senhor Deus, que vê todas as coisas e sonda os corações.
E quem é o seu representante aqui? Acaso não são os ministros da palavra? Vejamos o que diz o Espírito Santo por Paulo sobre a quem servir com as suas dádivas.
“E o que é instruído na palavra reparta de todos os seus bens com aquele que o instrui.” Gálatas 6:6.
“Se nós vos semeamos as coisas espirituais, será muito que de vós recolhamos as carnais? Não sabeis vós que os que administram o que é sagrado comem do que é do templo? E que os que de contínuo estão junto ao altar, participam do altar? Assim ordenou também o Senhor aos que anunciam o evangelho, que vivam do evangelho.” 1 Coríntios 9:11, 13 e 14.
Entretanto há quem queira que os evangelistas sirvam ao humano na esfera secular para se manter, não estando plenamente livre para o serviço para o qual Deus o comissionou.
Existe razões para o povo de Deus estar vivendo de modo medíocre, e esse é um deles.
Ao tempo do povo de Israel, no ano quarenta e nove e no cinquenta o povo não podia fazer plantio em escala comercial, mas comia o que nascia espontaneamente no campo. Ainda assim, Deus prometeu que eles tirariam o velho do celeiro para colocar o novo, pela abundância que haveria. Veja.
“Também contarás sete semanas de anos, sete vezes sete anos: de maneira que os dias das sete semanas de anos te serão quarenta e nove anos. Então no mês sétimo, aos dez do mês, farás passar a trombeta do jubileu: no dia da expiação fareis passar a trombeta por toda a vossa terra. E santificareis o ano quinquagésimo, e apregoareis liberdade na terra a todos os seus moradores: ano de jubileu vos será, e tornareis, cada um à sua possessão, e tornareis, cada um à sua família. O ano quinquagésimo vos será jubileu: não semeareis nem segareis. O que nele nascer de si mesmo comereis, as uvas das vides não tratadas vindimareis. Porque jubileu é, santo será para vós: a novidade do campo comereis. E a terra dará o seu fruto, e comereis a fartar, e nela habitareis seguros. E se disserdes: Que comeremos no ano sétimo, visto que não havemos de semear nem colher a nossa novidade? Então eu mandarei a minha bênção sobre vós no sexto ano, para que dê fruto por três anos. E no oitavo ano semeareis, e comereis da colheita velha até ao ano nono: até que venha a sua novidade, comereis a velha.” Levítico 25:8-12; 19-22.
Portanto, Deus não mudou e, consequentemente as suas exigências e retribuições. E Ele dará a cada um segundo às suas obras.
Guarulhos-Sp, 11/10/2025
Oli Prestes
Missionário
oliprest
Enviado por oliprest em 10/10/2025