Por que isto não acontece?
Várias são as obras literárias que têm sido elaboradas sobre guerra espiritual nesses últimos quarenta anos. E pelo menos uma se tornou best sellers e ganhou notoriedade no segmento religioso cristão. Mas, se a receita do bolo já foi elaborada, o que acontece para que a tese não se torne fato? Vejamos.
É preciso que sejamos honestos, o príncipe deste mundo é mais poderoso do que a maioria pensa. E, embora ele já esteja julgado e o seu julgamento esteja registrado na bíblia, ele ainda está ativo, pois ainda não foi amarrado como está narrado no livro do Apocalipse 20:2.
E ainda que não queiramos fazer apologia do príncipe das trevas, forçoso é que mostremos que ele detém poder sobre o reino dele e sobre aqueles que estão sob o domínio dele, mesmo que muitos não saibam que estão sob o seu poderio.
Embora já tenhamos evidenciado em outro texto a manifestação do poder dele até sobre o próprio Jesus, para não deixar o leitor com expectativa e desapontado, vamos provar aqui o que estamos afirmando.
Quando Jesus esteve aqui em carne para cumprir o seu ministério, ele sofreu assédio do arqui-inimigo do homem, o qual lhe mostrou (através de uma visão), as glórias dos reinos do mundo. Veja.
“E, depois de jejuar quarenta dias e quarenta noites, teve fome. Então o diabo levou Jesus à Cidade Santa, colocou-o sobre o pináculo do templo e disse: — Se você é o Filho de Deus, jogue-se daqui, porque está escrito: “Aos seus anjos ele dará ordens a seu respeito. E eles o sustentarão nas suas mãos, para que você não tropece em alguma pedra.” Jesus respondeu: — Também está escrito: “Não ponha à prova o Senhor, seu Deus.” O diabo ainda levou Jesus a um monte muito alto, mostrou-lhe todos os reinos do mundo e a glória deles. Mateus 4:2, 5-8.
E isso depois que Jesus jejuou quarenta dias e quarenta noites.
Também o transportou fisicamente para o pináculo do templo em Jerusalém, e lhe disse que se lançasse de lá abaixo, pois os seus anjos o susteriam para que não tropeçasse em pedra.
Jesus, embora estivesse na forma humana, tinha consciência de que Ele era Deus. Isso já evidenciados em outro texto que elaboramos, e registrado em alguns textos bíblicos das Escrituras mais recentes.
Alguém pode achar que só Jesus conseguiu jejuar por quarenta dias e quarenta noites. Mas Moisés também jejuou esse tempo, bem como o profeta Elias. E esses registros dessas ocorrências podem ter sido deixados para testemunho, e que outros homens de Deus podem ter feito jejuns prolongados.
Ainda que Jesus tenha dado poder aos discípulos Dele para libertar pessoas oprimidas, limpar leprosos e até ressuscitar mortos, em determinada ocasião eles não conseguiram libertar o filho possesso de um homem. Isso foi motivo de censura aos discípulos, os quais inquiriram de Jesus a razão porque eles não puderam libertar aquela pessoa. Jesus respondeu que “aquela ‘casta de demônios’ só com jejum e oração”. Mateus 17:14-21.
Mas jejum de quantos dias? De um dia? O Senhor nos falou certa vez “esse jejunzinho que fazem, é só pra limpar a carne imunda”. E disse ainda que, “quando nós jejuarmos um certo número de dias, que vamos dizer ao cego vê e a um paralítico anda, e isso vai acontecer”. Então se não se fizer o que Ele disse, dificilmente se cumprirá o que se deseja nesse aspecto. Ele também nos falou na mesma ocasião, que podemos jejuar até um mês. Já que Ele falou, então é possível.
Outro detalhe que é razão para os demônios resistirem a alguém e não sair de um possuído, é o fato de a pessoa não se santificar. E essa santificação implica em várias atitudes. Se o inimigo, que vigia os servos de Deus vinte e quatro horas, encontrar alguma razão para resistir a ele, certamente que o fará.
Eu já ouvi vários testemunhos sobre pessoas que pretenderam expulsar demônios de alguém, e foram envergonhados por ele.
Ouvi falar de um caso no qual um servo foi até a um endemoniado para libertá-lo, e, chegando na casa dele, ouviu o inimigo falar por ele: “mas tu, que estavas brigando com a tua mulher de manhã por causa de café?”
Entre as razões para os demônios resistirem a alguém, está o fato de o tal não cumprir os mandamentos de Deus, comer comidas consideradas imundas para o povo santo, não viver uma vida de santidade como Deus requer.
Às vezes o inimigo pode se aquietar no vaso no qual ele está e não sair, confundindo os espectadores.
Tive notícias de que um pastor meu conhecido e que foi um pastor muito conhecido em certa entidade religiosa, pretendeu expulsar demônios de uma jovem, e quase foi esganado pelo demõnio; o qual o agarrou pela gravata e quase o enforcou com ela.
Havia um grupo de oração do meu ministério em Manaus, que soube da existência de um homem endemoniado com cinquenta e cinco demônios, e que não havia sido liberto nem por pastores que pretenderam libertá-lo. E como Deus estava usando um vaso em profecias e revelações no meio deles, pretenderam libertar o tal homem; ao que o Espírito Santo lhes falou “não vão; vocês não estão preparados”; e acrescentou: “com três dias de jejum ele sai, com quatro, ele corre.”
Outra coisa, expulsar um demônio pode não ser tarefa difícil, mas legião…
No texto onde falar sobre os dons espirituais, é dito que o Espírito é quem reparte os dons como Ele quer. Libertar pessoas também é um dom. 1 Coríntios 12:10 e 11.
Pessoas que não estão credenciadas, nem santificadas, e sem virtude para tratar com as potestades, certamente não logrará êxito se pretender expulsar demônios. Isso está registrado no episódio dos filhos de um chefe de uma sinagoga, Veja.
“E alguns judeus, exorcistas ambulantes, tentaram invocar o nome do Senhor Jesus sobre pessoas possuídas de espíritos malignos, dizendo: — Ordeno que saiam pelo poder de Jesus, a quem Paulo prega. Os que faziam isto eram sete filhos de um judeu chamado Ceva, sumo sacerdote. Mas o espírito maligno lhes respondeu: — Conheço Jesus e sei quem é Paulo; mas vocês, quem são? E o possuído do espírito maligno saltou sobre eles, dominando a todos e, de tal modo prevaleceu contra eles, que, nus e feridos, fugiram daquela casa.” Atos dos Apóstolos 19:13-16.
Como este texto não tem a intenção de esgotar o assunto, mas apenas mostrar razões porque as ações não correspondem às intenções na libertação de pessoas oprimidas, e para não ser extenso, vou ficando por aqui.
Manaus-Am, 10/04/2026
Oli Prestes
Missionário
oliprest
Enviado por oliprest em 10/04/2026