Os dois grandes mandamentos - amar a Deus e o próximo
Não são poucos os que citam esse texto como suficientes para ter cumprido a vontade de Deus. Mas, acaso esse modo simplista de interpretar é correto? O que o texto oculta? Vejamos.
Vejamos em que contexto Jesus disse o que está como título deste artigo.
“E um deles, intérprete da Lei, querendo pôr Jesus à prova, perguntou-lhe: — Mestre, qual é o grande mandamento na Lei? Jesus respondeu: — “Ame o Senhor, seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todo o seu entendimento.” Este é o grande e primeiro mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: “Ame o seu próximo como você ama a si mesmo.” Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas.” Mateus 22:35-40.
Jesus também disse: “Se me amardes, guardareis os meus mandamentos, aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama”. João 14:15 e 21. Só essas afirmações seriam suficientes para derrubar a tese que toma o amor a Deus como um sentimento do coração relativo a Ele. Porque Ele afirma que QUEM GUARDA OS SEUS MANDAMENTOS É QUE O AMA. Mas, que mandamos são esses?
Quando Deus se manifestou ao povo saído do Egito, Ele lhe falou de viva voz e publicou a base constitucional para aquele povo, a saber, os DEZ MANDAMENTOS. E diz um texto que Ele não acrescentou nada. Êx. 20:1-17; Dt. 5:22.
Entretanto, outro texto diz que o Senhor mandou que Moisés escrevesse leis e juízos para o povo de Israel. E estas leis foram escritas em um livro, e foram ditadas por anjos para Moisés.
O primeiro mandamento da Lei de Deus diz que não se deve ter outro Deus diante Dele. Êxodo 20:2. E a fala de Jesus ao mancebo que o procurou querendo saber qual o grande mandamento, é AMAR A DEUS SOBRE TODAS AS COISAS, depois o próximo como a ele mesmo.
Mas isso tem sido tomado como uma síntese dos mandamentos e como ter um sentimento de querer bem a ambos.
Entretanto, o Espírito Santo diz que não devemos amar de palavras nem de boca. Então a confusão que se instalou quanto ao que Jesus falou no Sinai na Sua lei e o que Jesus falou ao intérprete da lei, é porque o amor tem sido tomado como um sentimento de querer bem. Isso é incorreto.
Amar ao próximo é não fazer a ele o que a lei de Deus veda, como matar, roubar, adulterar, cobiçar, etc.
Assim, amar a Deus significa guardar os mandamentos relativos a Ele, os quais são os quatro primeiros do decálogo; e amar o próximo é guardar os seis mandamentos relativos ao próximo, e que começa com “HONRA O TEU PAI E A TUA MÃE”. Deste, diz o apóstolo que é o primeiro mandamento com promessa. E nos faz compreender que Paulo está fazendo referência aos dez mandamentos dados por Deus no Monte Sinai.
Assim, já que do coração procedem coisas más, como disse Jesus, então não é amor de sentimento, que ele propõe como o primeiro e segundo mandamento, mas obedecer todos esses mandamentos, inclusive o tão contraditado, combatido e rejeitado quarto mandamento, o sábado do Senhor.
E se não houver o cumprimento do que Deus propõe, que é guardar os seus mandamentos, não pode ser confirmado como povo santo. Deuteronômio 28:9.
Portanto, aceite a proposta de Deus para ser justo e justificado; guarde os mandamentos de Deus, os quatro, e guarde os mandamentos do próximo, os seis, e assim você também será amado por Deus. Pois Ele só ama os que lhe amam, cumprindo os seus mandamentos. Provérbios 8:17.
Guarulhos-Sp, 20/05/2026
Oli Prestes
Missionário
oliprest
Enviado por oliprest em 20/05/2026