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A alegria do palhaço
No mundo da fantasia e do entretenimento, é sabido e notório a expressão de que “a alegria do palhaço é ver o circo pegar fogo. Será?

O circo é uma forma de teatro infantil, onde o entretenimento tem como figura principal o palhaço. Uma figura cômica, que faz as mais incomuns bizarrices para entreter e divertir o público presente ao espetáculo. Embora existam outros atores coadjuvantes na encenação circense, o palhaço é a figura central do espetáculo, razão porque os olhares estão ou são focados nele.

E como é para si que devem convergir as atenções do público, ele se destaca desde o modo de agir e falar. Assim, o seu vestuário é diferente e bizarro, o que já o destaca entre todos. E o seu modo de falar e agir complementa o seu destaque, que começa com a sua apresentação ruidosa.

Alguma semelhança com um acontecimento recente televisionado para todo o Brasil e transmitido para o mundo no dia 15 de setembro do corrente ano a partir da TV justiça?

É incoerência do palhaço desejar que o circo pegue fogo, já que é da sua existência que lhe vem o seu ganho. Mas, talvez, para se tornar notícia além da empanada que lhe delimita, e talvez querendo ser noticiado e lembrado, possa até meter fogo no circo, mesmo que os seus pares circenses e até ele mesmo corra o risco de se dar mal.

Até a máfia tem código de ética, mas, pelo visto, os homens mais ilustres do poder judiciário, hoje, só têm ganância, ego inflado e vaidade. Não é de se espantar se nos bastidores o palhaço critique os seus colaboradores, mas aquele de quem é exigido ética, decoro e probidade para o exercício da função, se despir disso e publicamente avacalhar os seus pares… É se desnudar diante de quem deveria estar condignamente vestido. E foi esse o comportamento de um magistrado da suprema corte de justiça brasileira ao usar uma rede social para lançar a sua bile em outros magistrados.

oliprest
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Enviado por oliprest em 17/09/2026


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Imagem de cabeçalho: raneko/flickr