Textos

A intenção é que vale?
Isso é uma ideia corrente no meio religioso, achando que Deus leva mais isso em consideração do que a prática. Seria assim mesmo? Vejamos!

Essa afirmação é um equívoco e a manifestação do desconhecimento de Deus. Porque já que nós em relação a Deus somos quais crianças, jamais poderíamos formular pensamentos racionais e lógicos que pudessem agradar a Ele. Assim, só devemos verdadeiramente fazer aquilo que lhe agrada, se nós fizermos como Ele propõe que façamos. Porque Deus não impõe, mas propõe: Ele não força, embora possa esforçar.

E aqui vai uma ocorrência para reflexão: Uma criança, querendo agradar o seu pai e também querendo mostrar-lhe que já sabia escrever e expressar o seu sentimento por ele, pegou uma ferramenta e fez uma inscrição no carro luxuoso dele, na qual ela dizia “Te amo, pai”. Se fosse você, acharia legal? Ficaria orgulhoso e feliz com a atitude da sua criança? Nem precisa responder. Isso não é uma manifestação de carinho que possa deixar nenhum genitor alegre, por causa do prejuízo e constrangimento que tal ato provoca.

Assim é o caso de uma manifestação de amor para com Deus, se ela contrariar frontalmente aquilo que Ele determina através dos princípios divinos deixados para os seus filhos. É o caso de querer agradar a Deus fazendo uma imagem de escultura de algo ou alguém e expô-la em um local ou leva-la em romaria com a intenção de enaltece-lo. Isso é uma violação frontal da Sua vontade, e causa de grave punição por parte Dele. Porque o seu segundo mandamento diz: “Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima no céu, nem embaixo na terra nem nas águas em baixo da terra. Porque eu, o Senhor teu tenho Deus, sou um Deus zeloso, que uso de misericórdia até a terceira e quarta geração dos que me amam e guardam os meus mandamentos, e visito a maldade dos pais nos filhos, sobre os milhares dos que me aborrecem.  Ex. 20:4, 5 e 6.

A intenção não é boa, nem louvável, nem justa. Pois pretende fazer para Deus algo que Ele não tolera e abomina.

Portanto, é preciso saber o que agrada mesmo a Deus, a fim de fazer aquilo que lhe é agradável. Caso contrário, a intenção será perversa e detestável por Ele. E a vontade Dele, segundo Ele mesmo, é “Ele te declarou, ó homem, o que é bom; e que é que o Senhor pede de ti, senão que pratiques a justiça, e andes humildemente com o teu Deus?”. Mq. 6:8. E a justiça de Deus são os seus mandamentos. Sl. 119:172, última parte.

Guarulhos-Sp, 02/10/2026

Oli Prestes
Missionário
oliprest
Enviado por oliprest em 02/10/2026


Comentários


Imagem de cabeçalho: raneko/flickr