Socorro, pai
Pai, mesmo sem nenhum mérito
Já que perdi a condição de filho
Ainda assim, Senhor, eu te peço
Invocando os méritos do Espírito
Aceita-me como um dos teus servos
Reveste-me com a tua couraça
Põe uma aliança nos meus dedos
E põe nos meus pés uma sandália
Eu desejei a morte quando aflito
Mas hoje eu te peço a vida
A qual nos trouxe o teu Filho
Cujo preço pagou para que eu viva
Clemência, Pai, não te ires demais
Porque diante de Ti não haveria justo
Se tu não nos amasse mais
Assim eu suplico como um bruto
Liberta-me desse labirinto solitário
Se te aprouver, permite-me engajar
Põe na minha mão o teu cajado
E dá-me que pelos prados eu saia
Buscando as tuas ovelhas desgarradas
Reunindo-as no teu bom aprisco
Antes que desembainhes a tua espada
E tragas sobre todos o teu juízo.
Guarulhos-Sp, 03/10/2026
Oli Prestes
Missionário
oliprest
Enviado por oliprest em 02/10/2026